Atabaques na Cultura Brasileira

Atabaques na Cultura Brasileira

O Atabaque na Cultura Brasileira iniciam no Candomblé é um tambor usado nas festas religiosas dos negros de origem Gege, Ketu e Angola. Apenas os Malés (negros arabizados), os quais professavam a religião muçulmana, não adotavam o atabaque. Esse instrumento de percurssão é indispensável nos rituais de Candomblé de Caboclos, onde o elemento ameríndio de forma sincretizada é bem conhecido. Baseado no glossário luso-asiático de Delgado, a palavra atabaque originou-se das variantes populares, decorrentes de tambque , atabque e atabaque. O formato de um atabaque é feito de um cone bem comprido em relação ao diâmetro, com cerca de vinte à vinte e cinco centímetros na parte superior e de dez a quinze centímetros na extremidade oposta e apoiada no chão. Inicialmente usavam-se quatro atabaques, assim chamados RUN, CONTRA RUN, RUMPI e LÉ, segundo a uma ordem descrescente de seu tamanho. Atualmente , com as inovações realizadas utiliza-se três atabaques, tendo sido suprimido o atabaque contra-run. O couro para percussão era preparado com a pele dos animais sacrificados nas oferendas aos Orixás. O RUN é o maior dos atabaques, chegando , às vezes ao comprimento de 2 metros, medindo o LÉ, o menor , 30 à 40 cm. Os atabaques no candomblé são objetos sagrados e renovam anualmente esse Axé. São usados unicamente nas dependências do terreiro, não saem para a rua como os que são usados nos blocos de afoxés, estes são preparados exclusivamente para esse fim. Os atabaques são encourados com os couros dos animais que são oferecidos aos Orixás, independente da cerimônia que é feita para consagração dos mesmos quando são comprados, o couro que veio...