Umbanda, que bela surpresa.
A Umbanda é realmente uma caixinha de surpresas, os que desconhecem os trabalhos realizados em seus terreiros, imaginam que lá se busca o contato com criaturas obscuras, habitantes das profundezas da escuridão, praticando rituais diabólicos com sangue e tudo mais que se tem direito.
Porém para todo aquele que rompe o preconceito e visita uma verdadeira casa Umbandista (existem muitas que utilizam o nome, mas não praticam os princípios Umbandistas), será agraciado com sua primeira grande surpresa, perceberá que o esteio da casa é a caridade. Verá que todos os que estão ali, estão para ajudar aos necessitados e aflitos, que já bateram em muitas portas e não conseguiram superar a dor.
Em seguida vem a segunda grande surpresa, perceber que existe uma solução de seu problema e para tanto não terá que fazer pacto com quem quer que seja, muito menos deixar lá uma pequena fortuna, para que os
“ espíritos “ trabalhem a seu favor.
Para todo aquele que não ultrapassa a linha do atendimento, essas são algumas de outras tantas surpresas que a Umbanda possa apresentar.
Mas existem aqueles que ficam com um “ gostinho na boca” de quero mais e abraçam essa maravilhosa e impar religião,, ultrapassando a linha da assistência e ingressando na corrente da casa. Uma vez dentro da corrente, o sentimento de surpresa é muito maior, a movimentação de energia é constante, arrepiando a cervical, provocando uma imensa sensação de bem estar e proteção, surpreendendo pela intensidade e equilíbrio.
É claro que dentro de uma corrente, o participante terá a oportunidade de se surpreender com uma variedade enorme de situações, porém no momento gostaria de me ater somente ao que diz respeito a energia e sua manifestação.
Surpresa inenarrável será quando vier os trabalhos a campo aberto, os que são realizados em matas e praias, estes sim, surpreendem pelo imenso fluxo energético, que circunda o ritual. E as surpresas não são dádiva exclusiva dos iniciantes, felizmente são para todos, inclusive para àqueles que militam a muito tempo neste caminho e que nunca deixaram de se surpreender.
Na Umbanda não existe marasmo, muito menos monotonia, cada trabalho tem sua própria identidade, e em campo aberto nem se fale, sentimos o quanto somos pequenos diante do Criador, tamanha a manifestação de seu poder.
Destes trabalhos voltamos renovados, deixando para trás o peso do desnecessário, fortalecendo nosso espírito e trazendo mais luz ao nosso entendimento,concedendo a todos mais poder e é claro,mais responsabilidades.
Tivemos neste ultimo sábado nosso trabalho de praia, e mais uma vez fui surpreendido pelos acontecimentos, deixando naquela areia o desalento persistente e recebendo em troca a força necessária para seguir em frente ante ao ataque inimigo.
Veja só se não é surpreendente: passamos um final de semana simples, num lugar simples, com pessoas simples, mas com um significado muito especial. O que possa ter faltado certamente foi superado pelo carinho e respeito que marcou este encontro, um grupo afinizado pelo amor a Umbanda, que teve o prazer de passarem algumas horas juntos, jogando conversa fora. Falando de tudo um pouco e do pouco quase nada.
Um final de semana regado pelo amor, esse sentimento maravilhoso, que a família Umbandista conhece muito bem.
Claudinei
Impressão, Sensação, Percepção…
Era noite,
Eu estava em pé, na beira da praia, de frente para o mar…
Na minha frente,
Estava minha filha pequena, de oito anos…
Eu abri os braços,
Elevei meu pensamento ao Alto…
Fiz uma prece,
Pedi para nossa Mãe Iemanjá…
Senti a energia,
Senti como se meus braços estivessem dentro d’água…
Mas eu estava em pé!,
Captando as vibrações daquele centro de Forças da Natureza…
Eu senti a vibração,
Da presença do povo do mar…
Eu estava ali,
A convite do Sr. Ogum Beira Mar…
Eu estava na gira,
Na corrente da família ASSEMA…
Nós fomos à praia,
Prestar nossa homenagem à Rainha do Mar…
Mas,
Não foi só uma impressão…
Não foi,
Só uma sensação passageira…
Foi sim,
Uma percepção, da realidade espiritual…
Foi sim,
Minha experiência, com o além natural…
Foi sim,
Uma emoção, muito especial…
Foi sim,
Um sinal…, uma marca…muito singular…
Arbelo
Trabalho de praia 2010 (bem pelo ano já pode-se dizer que foi 10… rsrs)
Todo trabalho de praia para mim é uma novidade e claro sempre um aprendizado novo e claro uma energia nova. Fazer um agrado a Iemanjá é muito bom principalmente antes de começar os perrengues que virão durante o ano.
Este trabalho em especial, foi muito esperado por mim (e acredito que por muitos), principalmente depois das mudanças que houveram. Estou me sentindo com mais responsábilidade do que antes, ando mais emotiva e mais atenta com os acontecimentos dentro da ASSEMA.
No trabalho pude ver o quanto representa ser uma capitã, não é somente cuidar dos médiuns da corrente mas também em especial da MÃE DE SANTO do terreiro.
E ao relatar agora o que senti já estou emocionada…
Estava eu cuidando da Mainha (Fátima) quando ela incorporou Iemanjá, confesso que fiquei com muito medo do que das outras vezes (outros trabalhos de mar), achei que não iria conseguir segura-la, foi quando pedi com muita fé pra que Iemanjá cooperasse comigo porque eu estava sozinha com a Fátima, foi difícil até que olhei pro lado e vi o Eduardo do meu lado e pedi que me ajudasse a levar a mainha devolta pro terreiro, o sentimento que tive foi enorme, a energia que senti não tem explicação… Não consigo nem colocar nas entre linhas, uma vez uma preta velha me disse que tem coisas que somente eu irei sentir que não vou nem conseguir explicar em palavras…
Bom é isso que tenho pra relatar a respeito desse trabalho de praia.
Só tenho a dizer que amo muito tudo isso, Amo minha religião a UMBANDA!!!
E só tenho a agradecer aos médiuns da ASSEMA e meu muito obrigado ao MARCO E FÁTIMA.
Luciana
Trabalho de praia!!
Tanta ansiedade! digamos a semana inteira esperando a chegada do tão sonhado dia, um dia especial com uma emoção contagiante, estavamos já na areia armando a tenda bendita “o tenda difícil hehehhe”, estavamos quase amarrando uma corda para usar ela como Raia de tanto vento, eu quase desistindo, mas como todos estavam trocando idéias tipo a gente vinha com nossa idéia e voltava com a idéia do Painho hehehehehe foi dando certo hehhehee!! depois de muito sofrimento conseguimos montar, como na ASSEMA tudo é simples e sempre é suado para conseguirmos as coisas, lógico que na praia não iria ser diferente, tem que ter as dificuldades para ter o suor do pessoal se unindo para conseguir, fui tomar um banho e me preparar para a gira, confesso que a vibração já estava alta desde a hora em que pisei na areia para ajudar a arrumar o nosso templo momentaneo, mas um pouco antes de começarmos a gira, comecei a meditar e conversar para que fosse um trabalho muito bom e com certeza pedindo a licença para a nossa Mãe Iemanja, neste momento senti uma paz interior, uma emoção profunda, um amor por dentro, onde logo depois começamos o trabalho e sentido a energia forte do ambiente sagrado, estava tudo muito bonito, todas as linhas que trabalharam estavam vibrantes, nosso amigo e irmão With comandando aquela Curimba, que faz muito bem, chamando com o Atabaque as energias que se faziam presentes naquele momento, foi tudo muito bom todas as linhas que vieram trabalharam e prestaram sua homenagem a nossa MÃE IEMANJA. Obrigado FAMÍLIA ASSEMA por estes momentos especiais que nos proporcionam. Obrigado MARCO e FÁTIMA por existirem e praticar esta UMBANDA tão amada, obrigado a todos os médiuns que de uma forma ou de outra estão sempre nos ajudando indireta ou diretamente, e obrigado UMBANDA por isso que você é simples e acolhedora.
Saravá a todos.
Sidval