Desde os primórdios da humanidade, o homem convive com a mediunidade e com o mundo espiritual, grandes povos, alguns inclusive já extintos, tinham na espiritualidade uma das peças chaves de sua sociedade.

Com o passar do tempo, a espiritualidade começou a ser renegada, por religiões ditas cristãs, que no intuito de “dominar” a esfera religiosa mundial, criaram conceitos e teorias, inventaram estórias, para negar a presença dos espíritos entre nós.

Médiuns eram tratados como loucos, bruxos ou hereges, perseguidos, presos e ate mortos por conta disto (vide a “santa”inquisição).

O homem também desde cedo aprendeu a tirar proveito da mediunidade, muitos que tinham este dom desenvolvido, aproveitaram-se para enriquecer, obter poder, se divinizar, coisa que infelizmente vemos acontecer ate os dias de hoje.

Mediunidade – Conceito

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Porem essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos.

Tipos de  Mediunidade

Sensitivos ou Imprevisíveis: são os que são capazes de sentir a presença dos espíritos por uma leve impressão, que não podem compreender. É faculdade rudimentar, indispensável ao desenvolvimento das demais.

Médiuns de efeitos físicos: são particularmente aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes, ou ruídos, etc. Este tipo de mediunidade divide-se em: Voluntária e involuntária.

Obs.: Este tipo de mediunidade é muito rara nos dias de hoje.

Médiuns audientes: Estes ouvem a voz dos Espíritos. Algumas vezes uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo; outras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem, assim, travar conversação com os Espíritos.

Médiuns videntes: os que, em estado de vigília (acordado), vêem os Espíritos.  A visão acidental e fortuita de um Espírito, numa circunstância especial, é muito freqüente; mas, a visão habitual, ou facultativa dos Espíritos, sem distinção, é excepcional.

A vidência pode ser:

exterior (objetiva), em que o médium visualiza os espiritos como normalmente percebe qualquer objeto do mundo físico que o rodeia.

interior (subjetiva), em que as imagens se sucedem na intimidade da mente, sem a sensação que uma percepção em nível tridimensional pode realmente produzir. 

Médiuns Incorporativos: São aqueles médiuns que servem de aparelho para que os espíritos venham comunicar-se com os encarnados, é a mais comum dentro da Umbanda, dada a característica de sua atuação.

È preciso se tomar muito cuidado, pois ser aparelho não significa apenas se entregar ao “espírito”, deve-se também entender os processos da mediunidade, da doutrina, dos conceitos da religião, para se estar seguro.