A Umbanda é uma religião que acolhe a todos, não faz nenhum tipo de distinção entre as pessoas que atende, e por conta disto a entrada de pessoas nas correntes é uma coisa normal e constante.

Algumas casas têm critérios para aceitação de novos membros, outras não, mas uma coisa que nunca deveria ser deixada de lado, o Livre Arbítrio das pessoas.
Sou totalmente contra o que alguns dirigentes fazem, semeando o medo em pessoas que “tem mediunidade”, ouvimos muitas e muitas vezes estes dirigentes afirmarem categoricamente que os problemas da pessoa são causados por sua mediunidade “não desenvolvida”, quase que obrigando o ser a entrar na corrente, e o mesmo ocorre quando uma pessoa demonstra o desejo de se afastar da casa, onde veladamente ela é levada a crer que sua vida vai “desandar” por culpa desta decisão. O agravante é o uso da Espiritualidade, dos Orixás e das Entidades, para se fazer estas ameaças, como se fossem eles os responsáveis pelos “castigos” que o “desistente” vai sofrer dali em diante.
Não tenho como acreditar que Entidades de Luz, Forças puras da natureza, vão de alguma forma prejudicar uma pessoa apenas por ela ter feito uso de o seu Livre Arbítrio, ao escolher não participar ou deixar de participar de uma corrente de Umbanda. Logo eles que nos ensinam sempre que o livre arbítrio é um direito que nos foi “concedido” por Deus.
Esta ultima parte do texto vai diretamente aos dirigentes e para aqueles que aspiram serem dirigentes um dia:
Será que é valido termos em nossas casas, pessoas que ali estejam apenas por medo de serem “castigados”, pelas entidades, por pensarem que sua vida vai “andar para trás” se não desenvolverem???
A Umbanda precisa sim de médiuns que à amem, e que a pratiquem por conta deste amor, só assim a sua essência será mantida.