Amigos, geralmente nesta época do ano (Janeiro), nos umbandistas homenageamos Oxossi, nosso orixa das matas, da caça, caçador de almas…
Vamos todos as matas, pedir, agradecer, etc…
Levamos nossas oferendas, nossos agrados e principalmente nossa fé (pelo menos espero que seja assim)…
Mas e justamente destas oferendas e agrados que quero falar…
Nós “enchemos a boca” para falar que a umbanda e uma religião ecológica, ate por que não poderia ser diferente, pois trabalhamos com as energias que vem da natureza, mas é ai que começam as contradições…
Somos ecológicos, adoramos a natureza e ai vamos levar nossas oferendas e…
Deixamos la garrafas, pratos, copos alguidares (que mesmo sendo de barro não se decompõem),velas acesas que podem causar um incêndio, e ainda temos a coragem de nos vangloriarmos de “ter feito uma oferenda linda para Oxossi, como se este querido Orixa estivesse trabalhando com reclicagem de material, juntando latas e garrafas para vender…
Como podemos nos considerar uma religião ecológica, que preza a natureza se fazemos este tipo de coisa?
Só a nível de informação, quem é de Curitiba e região, provavelmente lembra que até alguns anos atrás, podíamos fazer nossas oferendas num local na estrada da Graciosa, chamado rio do Corvo, pois bem, o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), proibiu toda e qualquer oferenda ou ritual em qualquer que seja o local nas areas de preservação e reservas. Isto é “intolerância ou preconceito religioso”? É cercear nosso direito garantido pela Constituição de praticarmos nossa religião em qualquer lugar?
Não, é apenas uma resposta aos ditos “umbandistas” que despejam lixo nestes locais dizendo serem oferendas, só na ultima vez que foi feito uma limpeza para retirada de material deste local, saíram 1,5 toneladas de lixo. Parabéns ao IAP pela iniciativa de preservar estes locais…
Penso que antes de fazermos este tipo de oferenda, devemos fazer uma reflexãozinha, e perguntarmos, “SERÁ QUE OXOSSI FICARA FELIZ COM ESTA OFERENDA”?